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Sub-Saharan Africa : Angola : Interview with Sr. Rui dos Santos

Sr. Rui dos Santos
Director (Nexus, Telecomunicações e Serviços SARL)

Luanda- 2005-07-01

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Sr. Rui dos Santos
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Qual é a história da Nexus, quando é que foi fundada e quem é o seu fundador?
Existia uma operadora a Sat, que tinha Telecel, a Netangola, que era propriedade da Sistec, a Ebonet, que era propriedade da Precon, e a determinada altura o Governo decidiu abrir quatro licenças para operador público de comunicações fixo. Nesta altura, foi nos informado que todas as outras aprovações provisória seriam revogadas. Portanto, abriria um processo de revogação progressiva de tudo que fosse concessões provisórias. Nós decidimos juntar-nos e faz um único operador. Quer dizer tentarmos conciliar os nossos interesses, e fazermos uma sociedade para concorrer a concessão. Houve um processo de revisões e regulações, que deu origem em 11 de Novembro de 2003 a atribuição da concessão para explorar dos serviços fixos.

Foi através de um concurso público?
Sim. Foi um concurso nacional e internacional.

Quais são os serviços que a Nexus comercializa?
A sua base é Internet, para além disso, temos telefonia fixa que foi um investimento todo novo. E temos um sistema que se agrega a telefonia fixa, para permitir navegar com uma velocidade maior. E temos ainda uns serviços acessórias que é fazer páginas na web, em fim tudo que está relacionado com a Internet.

Quem são os principais clientes que vocês têm.
Nós temos cerca de 12 mil clientes de internet, dos quais cerca de 500 serão clientes corporativos. E temos cerca de 400 clientes de Welsat, e os nossos clientes são essencialmente os ministérios, bancos, Sonangol e outros

Qual é a facturação bruta anual da Nexus para termos uma ideia?
Planeamos vender cerca de 7, 5 milhões de dólares.

Quais são os grandes projectos para o futuro?

Bem, para nós termos a concessão, tivemos de apresentar um business plane ao orgão regulador. Este plano previa a expansão de todos os nossos serviços em todo o território nacional. Quer em telefonia quer em dados. Neste momento, devido as condições do mercado estamos com sérias dúvidas. Situação essa que nos impedem de expandir os nossos serviços para as províncias. Admitindo que este cenário se altere, nós previmos fazer investimentos a nível provincial, que seria 160 postos públicos de internet em todo país. Tipo Cyber café mas com telefonia. Será o nosso plano mas lógico e cumpri o nosso business plan que apresentamos ao órgãos reitor.

Vão manter o nome de Nexus?
Sim, será sempre Nexus. Nós temos um Software de gestão que faz o gerenciamento, o único sistema no mercado, devo dizer com certo orgulho porque foi a Nexus quem desenvolveu. Nem os servidores internacionais têm um serviço tão versátil. Consiste em tentar obter aquilo que Bill Gates chamou de feedback positivo no mercado. Nós consideramos que o nosso melhor vendedor é o nosso cliente satisfeito. E que este nosso cliente satisfeito pode rentabilizar venda em nosso nome. Portanto, o nosso Software faz um gerenciamento de agentes e vendedores de forma que nos permitira instalar e vender serviço em qualquer parte do país, desde que para tal haja uma entidade que pretenda ser agente. Outros pontos mais importantes será a própria Nexus instalar-se. Ou seja, na primeira fase será a dos agentes e os agentes depois poderão evoluir para escritórios da Nexus.

Quais são os vossos principais parceiros financeiros e técnicos?
Em termos financeiro o nosso principal parceiro é o Banco de Poupança e Crédito, BPC, e a Sistec que é um dos accionistas. A determinada altura foi necessário fazer recurso financeiros adicionais que não estavam previstos e a Sistec teve de intervir financeiramente. Em teremos técnicos, os nossos principais parceiros são a RSPAM da Inglaterra, a IBEM, a rede Ude, a Sisco, e a Gilat, isrealita.

No quadro do financiamento da China para as telecomunicações a Nexus não está contemplado?
Infelizmente não entrou nenhum tostão a Nexus dos 60 milhões que é destinado a telecomunicações. Ou seja. Tanto quanto sei o financiamento chinês era apenas para as entidades públicas. Isto significa que provavelmente será a Angola-Telecom.

Mas também estão autorizados em fazer serviços em fibra óptica?
A nossa concessão nos permite fazer qualquer tipo de serviços, exceptuado celular. É obvio que eu gostava ter dinheiro para investir em fibra óptica. Acontece que a fibra óptica também é um investimento muito grande. As cidades de Angola, como deves saber, estão com as suas infra-estruturas técnicas degradadas. Estamos literalmente sem manutenção nos últimos 20 anos, e fazer fibra óptica de certa forma é um risco e é um investimento muito grande. Portanto, nós vamos adoptar fibras ópticas nas nossas redes, vamos sim usar micro- ondas e sistemas sem fio.

Para terminarmos esta entrevista, estamos aqui para dar a ver aos investidores americanos quais são oportunidades de negócios em Angola. Qual seria a sua mensagem final para estas pessoas e os leitores da nossa revista?
A minha opinião sobre os investidores americanos não é muito boa, infelizmente. O que se passa é que os americanos não querem investir nada, eles querem é vender os seus produtos. Então a questão é a seguinte. Se eles querem vender os seus produtos, os compradores angolanos quando precisarem de adquirir aos sites e encontrar os fornecedores que sejam mais adequados para aquilo que pretendem adquirir. O conselho que eu dou aos empresários americanos é que se fixem nos países como Angola. Por outro lado, a qualidade dos produtos americanos não é muito boa. Nós tivemos uma experiência no passado com produtos americanos foi muita má. E não é só a qualidade, é também o pós- venda. Portanto, nós temos um sistema de gestão que gerência todo o material que nós vendemos, temos os números de série, temos as intervenções técnicas que são feitas, temos as substituições dos componentes e quando nós questionamos o nosso cliente que é suposto dar uma garantia pelo que nos vende e a resposta típica das empresas americanas é que a coisa não foi feita para funcionar desta forma. É, claro, mas está a funcionar desta maneira. Com as empresas orientas é que vamos trabalhar juntos para resolver o problema. E esta receptividade não existe nos americanos.
   
 
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