“Temos que nos convencer de que em Angola o risco está diminuindo de forma visível.”
A Avis em Angola é líder na prestação de serviços rent-a-car no país. Com mais de 100 viaturas à disposição dos seus clientes, a empresa conta com o know-how adquirido com o sistema de franchising internacional da marca Avis. Apostando ainda na terceirização de frotas para grandes empresas e instituições públicas e seguindo o crescimento da economia nacional, a empresa está investindo para que até o final do ano de 2008, a sua frota seja aumentada em 80%.
Sr. Gomes, a Avis Rent-a-Car está em Angola desde 1996, devido a um contracto de franchising com a Avis na África do Sul. Conte-nos sobre o histórico da empresa no país.
A Avis Rent-a-Car em Angola detém o monopólio da Avis no país. Eu assumi o cargo de Director Geral em Setembro de 2003, portanto esta é a segunda direcção da empresa.
O objecto social da empresa é o aluguel de viaturas a curto, médio e longo prazo. O negócio iniciou com 30 viaturas e actualmente temos um pouco mais de 100 viaturas, de todos os tipos.
Estamos desenvolvendo um negócio inovador em Angola, com a terceirização de frotas. Actualmente atendemos toda a estrutura de apoio de terrestre da TAAG, que é a Companhia Aérea Nacional, e em breve estaremos atendendo a alguns Ministérios.
A Avis Rent-a-Car em Angola estabeleceu parcerias com os fabricantes de viaturas Hyundai e Nissan. De que forma estas parcerias auxiliam o desenvolvimento do negócio da sua empresa?
Estas parcerias consistem no estabelecimento de um contracto para utilização das viaturas através de um sistema de consignação, onde nos é facilitado o prazo de pagamento.
Em relação à assistência das viaturas, nós dispomos de oficinas especializadas para atendimento da nossa frota. Faz parte do acordo com a Hyundai e Nissan que a manutenção seja realizada pelo fabricante apenas no período referente à garantia da viatura.
De que forma a experiência da Avis internacional é um diferencial de mercado para a Avis Rent-a-Car em Angola?
O grande diferencial de mercado da Avis Rent-a-Car em Angola é o know-how adquirido com o sistema de franchising, onde estamos conectados online diariamente com o sistema da Avis internacional.
Além disso, participamos anualmente de conferências com todos os franqueados do mundo. Nestas conferências, somos informados a respeito do balanço das actividades da Avis internacional, trocamos experiências e discutimos novidades do mercado de aluguel de viaturas.
A Avis Rent-a-Car em Angola tem uma agência central em Luanda e um balcão de atendimento no Aeroporto 4 de Fevereiro, situado na capital do país. Quais são os projectos da empresa com relação à expansão do negócio para outras províncias do país?
Há estradas que estão sendo construídas no país, no entanto o acesso a algumas províncias ainda é um ponto crítico do negócio de Rent-a-Car em Angola. Este é o maior entrave que enfrentamos actualmente com relação à expansão dos nossos negócios para outras províncias.
Temos a agência central em Luanda, que funciona junto à Direcção Geral da empresa, e temos um balcão no Aeroporto 4 de Fevereiro em Luanda, que funciona 24hs por dia.
Estamos preparando a abertura de um balcão na província de Benguela e para que este projecto seja implementado, faltam apenas alguns detalhes com relação à estrutura física.
Nos próximos três anos estaremos investindo na abertura de balcões de atendimento em Lubango e Cabinda.
Estando à frente de uma empresa de renome internacional como a Avis, qual a sua opinião sobre o sector de transportes em Angola?
Penso que o sector de transportes em Angola está em fase de evolução. O empresariado nacional e internacional deve ser informado que o risco de investimento neste sector está reduzindo substancialmente, visto que o Governo está investindo na infra-estrutura do país. No momento estamos assistindo a uma evolução rápida na reparação e abertura de novas ligações rodoviárias, não somente em Luanda, mas em todas as províncias do país.
A Avis Rent-a-Car é lider no mercado angolano de aluguel de viaturas. Qual a estratégia da empresa para continuar nesta posição e inovar neste mercado competitivo?
A experiência da Avis Rent-a-Car em Angola é um factor essencial para continuarmos assumindo a liderança do mercado nacional. Até o final do ano de 2008, estaremos realizando investimentos que resultarão em um aumento de 80% em relação a nossa frota actual.
Ao longo desses anos de experiência no mercado angolano, dispomos actualmente de serviço de apoio 24hs por dia, funcionários altamente capacitados, agilidade nos serviços de troca e retoma de viaturas e uma oficina própria.
Consideramos salutar a concorrência pois obriga a todos que estejam capacitados para atender aos seus clientes com qualidade.
Comente a respeito do seu histórico pessoal e profissional e informe-nos qual foi o maior desafio que enfrentou nesta empresa.
Minha formação foi realizada nas áreas jurídica e económica. Tenho uma pós-graduação em Gestão de Empresas que foi realizada no Instituto Superior de Gestão de Portugal.
Tenho um escritório a parte da empresa rent-a-car, onde exerço a advocacia e sou inscrito na Ordem dos Advogados de Angola.
Em relação à gestão, tenho a preocupação de estar permanentemente actualizado. Portanto já freqüentei três Masters em um instituto americano de gestão radicado em Portugal.
O maior desafio dentro da empresa foi a continuação do negócio, porém a substituição do último director geral não foi motivada pela má gestão. Com uma certa ousadia, conseguimos fazer com que a Avis crescesse 40% com relação à gestão anterior.
Penso que não é somente o empresariado estrangeiro que tem aversão ao risco, os empresários nacionais também têm. Foi necessário o aumento do investimento na empresa e estamos apresentando resultados, visto que o negócio está crescendo e a tendência é que continue nesse caminho.
Qual seria a sua mensagem final para os nossos leitores, que são empresários e potenciais investidores em Angola, e que lerão sobre a Avis no jornal The New York Sun e no nosso website www.winne.com?
Temos que nos convencer de que em Angola o risco está diminuindo de forma visível. O retorno à guerra jamais será linguagem de qualquer angolano e a economia está crescendo.
Quanto ao negócio do rent-a-car, transmito aos leitores que este é um negócio em expansão. Há necessidade de expandir este negócio para todas as 18 províncias do país. As empresas angolanas privadas e públicas estão entendendo que a terceirização da frota é prioridade para poderem reduzir os seus custos.
Os negócios sem riscos não são negócios.