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H.E.M. Burity da Silva
Ministro da Educaçao
Angola - 03/30/2005
O pais sofreu quase 30 anós de guerra, o que dificultou o desenvolvimento do sector Educativo. Mas com uma longa experiencia que tem o Sr. Ministro no sector da Educação, quais são os desafios e as opurtunidades agora que o pais esta em paz?
Este é o meu segundo mandato, o primeiro foi de 1990-1993 e o segundo de 1996 até a data presente. Como já sabem, o desafio principal é por em pratica um aparelho de acompanhamento pedagógico para que teremos um ensino de qualidade. Porque nós vivemos situações distintas. A primeira foi a guerra que durou cerca de 30 anós e nós nunca deixamos de construir escolas, como também adaptar o ensino a situações de guerra, até nas províncias. Segundo, foi com a chegada da paz no dia 04 de Abril houve uma explosão de demandas de escolarização. Eram mais de 1 milhão de crianças, e nós é claro que não tínhamos condições para responder a estas demandas.
A educação tem dificuldades em vários niveis. Existem poucas escolas, e as existentes estão degradadas pela guerra, existem poucos professores, e os meios de ensino são insuficientes. Existem programas, projectos para superar estas crises e o que já foi feito pelo Ministério?
O ano passado nós fizemos uma avaliação do nósso sistema educativo e chegamos a fazer um programa de Reforma Educativa que visa primeiro a adaptar, e a melhorar a qualidade do nósso ensino a nível nacional e internacional assim como as condições de trabalho. Estabelecemos também um “Plano de Educação Para Todos” até 2015, pilotado pela UNESCO. A UNICEF felicitou Angola por ter investido muito na éducação, de 2002-2003, 99000 professores foram admitidos e este ano serão 21000 professores, em cada ano admitimos 50.000. Para função publica é um grande investimento porque damos não só salários como também formação pedagógica para os professores. Os Governadores Províncias estão a construir escolas até a sexta classe e o resto do ensino é da responsabilidade do Ministério central da Educação, mas com a construção de mais 18 escolas de ensino médio os números de crianças descolarizadas iram diminuir. A dois anós houve uma participação activa por parte das comunidades, no Bié, uma das províncias que foi mais martirizada pela guerra, consegui construir mais duas mil salas de aulas, porque compreenderam a necessidade de ter homens e crianças formadas no país.
Nós sabemos que nas salas de aulas os alunós são 45 ou mais, e que os professores se queixam. Qual é o número limite pedagógico para os alunós em cada sala e como explicaria a falta de escolas politécnicas privadas, pois as privadas para o ensino geral privado são inúmeras em Angola?
O limite pedagógico é de 45 alunós nas salas de aulas, para uma formação de qualidade dos mesmos. As escolas politécnicas são todas publicas porque são cursos técnicos que requer mais investimentos, formação especializadas dos professores, construção de laboratórios, compras de computadores, outros matérias de alto custo aqui, e os privados aqui em Angola não investe nestes géneros de escolas.
Qual é o contributo das ONGs, das igrejas e do sector privado no amelhoramento do nivel escolar?
Com as Igrejas nós temos relações relativas, elas ajudam com um ensino de qualidade, como disse a Universidade Católica Privada tem um bom nível, e bons métodos e na sociedade eles ajudam nós no programa do ensino a responsabilizar com aulas de Educação Moral e Cívica ate o ultimo ano e a tolerância porque não encontra se só católicos, mas todas as outras religião e os que não tem podem lá estudar o que permite tolerar e ter uma visão mais aberta ao mundo. Com as ONGs sente se a diferença de organização de cada uma delas, porque cada uma procura aplicar a sua experiência que adquiriu no terreno. Então nós devemos uniformizar-las para um sentido único como deve ser ditado pelo Ministério da Educação.
No fim deste ano será concluído a primeira fase do projecto na Universidade Agostinho Neto, a primeira cidade universitária em Angola. Sua. Exa. poderia falar nós um pouco mais sobre este projecto?
Temos uma comissão de Tecnologia e Informação que depende do Conselho de Ministros, há projectos pilotados pelo Conselho de Ministros. A cidade universitária vai ser construída gradualmente, com capacidade de 17000 alunós, e o processo de construção já começou. Numa primeira fase teremos os quatros departamentos de ciências básicas que são física, química, matemática e informática, e posteriormente de forma gradual outros departamentos surgiram. Existe já um hospital com capacidade de 500 camas para as aulas pratica dos alunós na Universidade de medicina, já temos um Instituto Médio para formação de Engenharia em Petróleos no Sumbe, cidade da província do Kunza-sul.
A Embaixadora Americana em Angola, disse nós que existem intercâmbios de professores e tambem de alunós para aprendizagem de idiomas estrangeiros e formação dos técnicos. Qual foi o resultado desta experiencia?
Isso é o que nós pretendemos os estudantes que estavam no estrangeiro na América latina como a do Norte, e mais outros países já estão a regressar por razões de situação financeira e de educação familiar. Mas nós temos de ser ambiciosos para o presente e o futuro, consolidar o nacionalismo, a democracia e a estabilidade do pais como a do povo angolano, para que os investidores estrangeiros e nacionais invistam em quaisquer sector com seguranca de que ambos iram se beneficiar. É verdade que os Estados Unidos tem toda a tecnologia e nós devemos ir buscar o saber onde ele quer que esteja.
No mundo moderno de hoje, exige se altos estudos, quero dizer formação de qualidade, como também responsabilidade e civismo. O que o Ministério da Educação faz para consciencializar os jovens?
A escola tem um papel importante na criação da sociedade, a democracia é uma cultura que se prepara ao longo de muitos anós, tolerância, respeito pelo país e a sociedade… Isto começa em casa , na escola, e finaliza se na sociedade. Temos como preocupação estes princípios, nós nóssos programas escolares imcluimos aulas de educação moral e civica, e por outro lado uma sociedade só se desenvolve com homens formados. Nós estamos a trabalhar para que haja igualdade dos sexos no II e III nível dando prioridade as meninas porque são as mulher que formão e educam uma família.
Qual seria a mensagem final do Sr. Ministro para todos que lerem esta entrevista?
Gostaria que a vossa revista transmitisse este sentimento do povo Angolano de vontade e determinação para as suas formações e pedimos mais atenção por parte da comunidade internacional. |