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SSA : ANGOLA : pre-report 2005 : Universidade company profile
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UCAN: Universidade Catolica de Angola

PreÂMBULO

A Universidade Católica de Angola, fazendo jus aos cinco anos de actividade lectiva, decidiu publicar um relatório, a propósito do seu quinquénio, destacando as actividades que tem vindo a desenvolver desde a sua fundação, bem como dar conhecimento de todos os organismos que a constituem, lhe dão vida e proporcionam o seu crescimento. Todos estes organismos e faculdades que dão corpo à UCAN, fazem dela mais do que uma universidade em Angola, mas sim a UNIVERSIDADE CATÓLICA de Angola. Uma universidade cujos alicerces se têm vindo a consolidar, e cujo crescimento se apoia em bases sólidas para fazer desta instituição não apenas uma estrutura de ensino superior, mas uma grande universidade que pretende criar quadros com conhecimentos científicos e morais sólidos para acompanhar e fazer progredir a Nação Angolana.

Assim, simultaneamente à primeira vaga de quadros formados pela UCAN, mostraremos, neste relatório de actividades, o nosso jovem passado e as perspectivas de um longo futuro.

A semente lançada à terra há cinco anos germinou e cresceu, e começa a produzir os primeiros frutos. Estes, com a colaboração de todos os que acreditaram em nós e participam do nosso projecto, multiplicar-se-ão e, gradualmente, a semente de há cinco anos transformar-se-á numa grande e produtiva seara, porque se o pão dá ânimo ao corpo, o saber dá alento à alma.

Identidade

“Universidades Católicas” existem um pouco por todo o mundo, inclusive em África. “De acordo com a Associação das Universidades Católicas Africanas, existem, presentemente, 13 Universidades [Católicas] Africanas ao sul do Sahara.” (D. Damião A. Franklin. Que identidade para a Universidade Católica? In: Boletim Informativo [da UCAN] – Nº 2 – Dezembro 2002, Diante desta realidade, não falta quem faça a pergunta: afinal, porquê Universidades Católicas?
Não será um resquício do monopólio cultural que a Igreja pretendia exercer?
Esta vinculação à Igreja e, por conseguinte, confessional não estará em contradição com o espírito de abertura característico de uma Universidade? Não ocorrerá perigo de ela se tornar uma instituição proselitista? E a série de perguntas poderia continuar.
Isto coloca-nos perante a questão da identidade de uma Universidade Católica e do seu sentido hoje.
Quem mais qualificado para responder a esta questão do que Dom Damião António Franklin, Arcebispo de Luanda, Magno Chanceler e Reitor Magnífico da UCAN? Eis a sua palavra:

“Segundo a magna Charta ‘ExCorde Ecclesiae’ de João Paulo II, (15 de Agosto de 1990) que orienta as Universidades Católicas, sem menosprezar as oportunas disposições do Código de Direito Canónico, de 1983 (cc.807-814) e documentação afim, a Universidade Católica é uma ‘comunidade académica que, de modo rigoroso e crítico, contribui para a defesa e desenvolvimento da dignidade humana e para a herança cultural mediante a investigação, o ensino e os diversos serviços prestados às comunidades locais, nacionais e internacionais (nº 12). Pode inferir-se desta descrição que a Universidade, por ser Católica, não foge aos padrões clássicos de qualquer Universidade digna desse nome, cuja missão se resume nas três funções supramencionadas (investigação ou pesquisa, docência e prestação de serviços à comunidade). A título de exemplo, a candidatura, na Universidade, para a docência não é confessionalista, pois há professores não católicos que, unindo a competência à aceitação do Regulamento Interno da Universidade, podem exercer este cargo. O mesmo se diga de alunos, desde que respeitem o perfil próprio da instituição. Estas medidas enquadram-se bem na missão fundamental de qualquer Universidade. Assim, não basta apresentar-se como católico, para ‘ipso facto’ ascender ao direito a tudo, como a docência e discência. É preciso ater-se ao perfil próprio da Instituição. Naturalmente que pelo facto de ser acrescida do adjectivo católica deve ter algo que a especifica. Tal adjectivo visa ‘garantir de forma institucional uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura’ (Ex Corde Ecclesiae nº 13). Num mundo plural como o contemporâneo, justifica-se e explica-se esse desiderato. Acrescendo ainda que o adjectivo católica não é pretexto para a mediocridade, como um e/outro (sic) pretenda dar a entender. Ou é Universidade como mandam os padrões clássicos ou então conviria adoptar outra terminologia. Ela deve ser autêntica, de modo que a pesquisa seja o ‘pivot’ da actividade para honrar a docência e os diversos serviços a prestar à comunidade, em todos os escalões. [...].

Interessa-me sublinhar a preocupação que uma Universidade Católica deve ter em ordem à INTEGRAÇÃO do CONHECIMENTO.

Com efeito, impõe-se o seguinte:

  • O pendor do humanismo cristão e a fidelidade à mensagem cristã, actualizando-a à realidade hodierna.
  • Uma reflexão incessante, salvaguardando a autonomia institucional e liberdade académica, em ordem a um diálogo da fé com a ciência e a técnica.
  • Empenho institucional no serviço ao povo de Deus e à família humana no seu itinerário rumo ao objectivo transcendental que dá sentido à vida.

Na verdade, agregando as últimas exigências com as de uma Universidade Normal, se infere a necessidade sentida de uma INTERDISCIPLINARIEDADE, como metodologia, proporcionando uma interligação entre os diferentes ramos do saber, que a Universidade poderá ter como a mundividência cristã, em ordem a uma síntese do próprio saber, tão útil e precioso, sobretudo, nos nossos tempos tão ricos na fragmentação do próprio conhecimento...”.

LogÓtipo de UCAN

O logótipo da UCAN procura ligar a ideia clássica da Universidade, enquanto comunidade de mestres e estudantes à procura do saber e da ciência em livre comunicação de ideias e enquanto lugar de busca do conhecimento, com a cultura tradicional angolana. A mulembeira, apresentada de modo estilizado, é em Angola a “árvore da sabedoria”, o lugar tradicional da iniciação dos mais novos na sabedoria dos mais velhos. A busca do saber, de um saber abrangente _ a sabedoria _ era, também, na antiguidade clássica, o ideal da academia grega: o “amor ao saber” (philo sophia). Por isso, a escolha da mulembeira satisfaz, duplamente, o desejo de uma universidade africana, pois sintetiza o saber tradicional e o saber da ciência.

O seu lema “veritas vita” vai na mesma direcção. Com as suas múltiplas e profundas raízes, a mulembeira pode suportar e alimentar um tronco forte e uma copa frondosa

e plena de vida. Também a vida humana, em todas as suas dimensões, necessita de uma raiz forte e profunda, que lhe permita a pujança. Esta raiz é, de acordo com o lema da UCAN, a verdade, com as suas múltiplas dimensões de franqueza, autenticidade, abertura e transparência, como corresponde ao termo grego “alétheia”1 , subjacente ao latino “veritas”, que, etimologicamente, significa, “não esconder nada”. Assim, a verdade, a transparência, aliada ao saber são algumas das grandes linhas de orientação que regem a Universidade Católica de Angola.

Do Sonho a Realidade

1. O sonho

Com o alvorecer da Nação, uma das principais preocupações da hierarquia eclesiástica angolana era a organização dos seus próprios Estudos Superiores. Porém, vários obstáculos se levantavam a este desejo: como começar? Por onde começar? Tamanho desafio confrontava-se com a instabilidade interna do País, a ideologia do tempo, a escassez de recursos humanos e materiais... Entretanto, encetavam-se alguns contactos junto de instituições e organismos competentes na área de ensino superior. Quando abordada junto da Congregação para a Educação Católica e, posteriormente, com a Congregação para a Evangelização dos Povos, a ideia de uma Universidade Católica em Angola foi incentivada.

2. Os primeiros passos

Germinava, assim, no seio da Conferência Episcopal de Angola e foi acolhida com a melhor compreensão e simpatia pela Santa Sé. O projecto começa a ganhar corpo e a sua dinamização é confiada ao então Presidente da Conferência, Cardeal Alexandre do Nascimento, que, de imediato, começou a divulgá-lo e a procurar apoios para a sua concretização. Pessoas individuais e colectivas, entidades nacionais e estrangeiras são mobilizadas e envolvidas. Surge assim a Fundação Kennedy.

Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma, todo o universo conspira a seu favor. (Goethe)

Uma longa viagem começa com um único passo. (Lao.Tsé)

O recurso à experiência da Universidade Católica Portuguesa, na pessoa do Senhor Cardeal António Ribeiro, Magno Chanceler, e, de um modo especial, do então Reitor da UCAP, Dom José Policarpo, e ainda do Reitor, Prof. DR. Manuel Isidro de Araújo Alves foi fundamental para impulsionaros primeiros passos do Projecto UCAN. De realçar aqui o dinamismo e a abnegação do Mons. Cónego José Alves Cachadinha.

Começa a tomar corpo a colaboração da Universidade Católica Portuguesa (UCP) com o episcopado angolano, com vista à fundação da Universidade Católica de Angola.

Para encaminhar a realização desse projecto foi constituída, em Lisboa, uma comissão de alto nível “para estudar a possibilidade de apoiar a organização, estruturação e patrocínio da futura Universidade Católica de Angola.”

Seguiram-se várias visitas de membros da Universidade Católica Portuguesa a Angola para, conjuntamente com a Comissão Angolana, estudarem a viabilidade da estruturação da Universidade. Apesar das turbulências que se instauraram no país após as eleições gerais de 1992, a colaboração continuou até 1995, ano em que se deslocou a Angola um membro da referida comissão da UCP para “apresentar o dossier de todos os trabalhos realizados.” Estavam, assim, criadas as condições para a aprovação de uma Universidade Católica pelo Governo Angolano.

3. A concretização

Com a abertura do Sistema de Ensino em Angola à iniciativa particular, ficaram abertas as portas que permitiam a constituição de escolas privadas, nos diversos níveis de ensino. Neste contexto, insere-se a autorização, por parte do Governo de Angola, concedida à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, (CEAST) de "criar a Universidade Católica de Angola (UCA) (sic) como uma instituição da Igreja Católica."4

Sobre estas bases legais, nos finais de 1995, o projecto da criação de uma Universidade Católica foi retomado, tendo Sua Eminência, o Cardeal D. Alexandre do Nascimento, nomeado um grupo de trabalho para dar continuidade a esse projecto. Isto permitiu que, em Outubro de 1997, a CEAST formalizasse a criação da Universidade Católica de Angola, com o Decreto de 29 de Outubro de 1997. Do mesmo consta que, por inerência de cargo, o Magno Chanceler da mesma é o Arcebispo de Luanda.

Com a criação jurídica de uma Instituição é dado um grande passo; mas o que existe de jure, deve tornar-se algo de facto.

Para transformar o direito em realidade, o Magno Chanceler, Sua Eminência o Senhor Cardeal D. Alexandre do Nascimento, instituiu, em Outubro de 1998, a Comissão Instaladora.

A UCAN deu início oficial às suas actividades com a Sessão de Encerramento do Segundo Encontro de Delegados da Igreja Católica dos Países Lusófonos, que teve lugar em Janeiro de 1999, no Salão Nobre da UCAN, com a participação de altas individualidades eclesiásticas e civis. Em Fevereiro do mesmo ano, foram nomeadas as autoridades académicas da UCAN por decreto de Sua Eminência Dom Alexandre do Nascimento.

3.1. O Primeiro Espaço UCAN

A ideia de uma Universidade Católica, o seu projecto e programa de trabalho são a alma da Universidade. A alma, porém, não pode caminhar sozinha; ela precisa de um corpo. Também uma Universidade precisa de uma estrutura física, de espaços, para poder funcionar. Neste aspecto, a UCAN recebeu precioso apoio das Irmãs de São José de Cluny que disponibilizaram as instalações do Colégio São José de Cluny para que a Universidade pudesse desenvolver as suas actividades. Com isso, as Irmãs tornaram-se grandes beneméritas da Universidade. É, portanto, justo que, nesta ocasião do quinto aniversário do funcionamento da UCAN, lhes seja dirigida uma palavra de sentido agradecimento.

Deste modo, a UCAN pôde começar a funcionar num edifício sólido e imponente. Estavam, assim, criadas as condições para o início das actividades académicas.

3.2. O Início das Actividades Lectivas

As actividades lectivas começaram a vinte e dois de Fevereiro de 1999, com o Curso

Propedêutico, de Direito e de Economia, sendo o DR. António Fernandes da Costa, o primeiro Director do referido curso.

As Faculdades de Direito e de Economia e Gestão - cujos directores são, respectivamente, Dr. Adérito Correia e Dr. Justino Pinto de Andrade - iniciaram as suas actividades em Outubro domesmo ano.

Este foi um mês de solenidades, a primeira das quais foi o Acto Inaugural da UCAN, que consistiu essencialmente na Celebração Eucarística realizada na igreja de Nossa Senhora dos Remédios – a Sé Velha, no dia 19 de Outubro.

No dia seguinte, realizou-se um Acto Solene, marcado por discursos e mensagens de várias individualidades, de entre as quais a mensagem de Sua Santidade o Papa João Paulo II.

O mês de Outubro encerrou com a Semana de Integração Académica, em que as entidades directivas da UCAN mostraram as instalações aos alunos e deram-lhes orientações que esta instituição deseja para veicular o bom nome de todas as Universidades Católicas e para a criação do espírito de cidadania.

3.3.Actividades Solenes e Comemorativas da UCAN

Ao longo destes cinco anos, a UCAN não se tem limitado ao ministério das aulas. Todos os anos realiza múltiplos eventos comemorativos e culturais que fazem desta instituição, não apenas um ponto de partilha de saberes, mas também, de partilha humana.

4. Cinco anos depois...

Passados que são cinco anos, impõe-se uma retrospectiva sobre esse período. Foram, sem dúvida, anos de muito empenho e trabalho por parte de todos os envolvidos na vida da Universidade; mas foram anos de trabalho proveitoso e profícuo.

Estes podem considerar-se anos de consolidação e de crescimento. Foram-se consolidando as Faculdades, as estruturas de apoio e os serviços prestados pela UCAN. O crescimento manifesta-se em diversos aspectos. Foi crescendo a procura da UCAN por parte dos estudantes; foi aumentando o número de Faculdades – passando de duas para quatro - e foram surgindo vários “Centros” de actividade.

Em virtude do aumento do número de estudantes, as instalações do Kinaxixi tornaram-se insuficientes e, no ano de 2002, o Propedêutico funcionou, provisoriamente, nas instalações do ICRA, nas imediações do Largo da Independência, vulgarmente chamado Primeiro de Maio, até o novo espaço estar preparado para receber mais alunos.

A Universidade crescia e aumentava. Construíram-se mais dez salas de aula e uma Biblioteca, com uma ampla sala de leitura com cerca de 150 mesas individuais e outras instalações de estudo e investigação. Nascia mais um pólo: o Pólo Palanca.

4.1. O polo Palanca

O Pólo Palanca, agora no segundo ano do seu funcionamento, foi inaugurado solenemente, com a presença de Sua Eminência o Senhor Cardeal Alexandre do Nascimento, Sua Excelência oMinistro da Educação, Dr. Burity da Silva, o Reitor Magnífico, D. Damião António Franklin, autoridades, grande parte do Corpo Docente, e um bom número de estudantes da UCAN, no dia cinco de Março do ano de 2003.

Após a bênção do edifício por Sua Eminência o Cardeal D. Alexandre do Nascimento, e dos discursos proferidos por entidades presentes, seguiu-se a visitas às instalações e um momento de confraternização entre todos os presentes, onde, mais uma vez, reinou a alegria da grande família UCAN.

AUCAN começa a estar em casa própria. À construção do Edifício Central definitivo a UCAN, já em curso, seguir-se-á a construção dos espaços para as diversas Faculdades e Departamentos, assim como do edifício para a grande biblioteca. Todo este crescimento só foi possível devido à colaboração generosa de muitas pessoas e instituições, com menção especial da Fundação Kennedy, da qual a UCAN recebeu uma grande doação.

A ela e a todos os demais que deram o seu contributo para o crescimento desta instituição, o profundo reconhecimento da UCAN.

4.2. Criação de novas Faculdades e de Centros

Dois anos após o início dos cursos de Direito e de Economia e Gestão, entra em funcionamento a Faculdade de Engenharia (2001), com o curso de Engenharia Informática, sob direcção do Engº Aires Veloso.

Dois anos mais tarde, em 2003, nasce uma nova Faculdade _ a Faculdade de Ciências

Humanas _ que inicia com o curso de Línguas, Literaturas e Administração, coordenada pelo DR. António Fernandes da Costa, seu director.

Além das novas Faculdades, o crescimento da UCAN reflecte-se na criação de diversos Centros de actividade, conforme pode ser verificado pelo quadro que se segue.

  • Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC)
  • Centro de Documentação Europeia (CDE)
  • Centro de Pesquisas, Sondagens e Estudos de Opinião (CENSOP)
  • Centro de Reflexão Cristã – “Fé e Cultura”

O crescimento do número de estudantes e o acréscimo de tarefas a realizar exigiram, também, uma reestruturação e incremento dos serviços prestados pela Universidade, tendo sido criados:

Secretariado Geral
Direcção dos Serviços Escolares
Departamento de Apoio social

Destaque especial merece um serviço que vem sendo prestado desde o início das actividades da Universidade: o atendimento aos estudantes nas dimensões pessoal e religiosa, através da Capelania. No campo administrativo, o crescimento da Universidade exigiu uma diversificação nos serviços. Integrado na Administração, há o Sector do Património e está em constituição um Departamento de Recursos Humanos.

Cresceu, igualmente, o universo de actividades da UCAN com a organização de acções de carácter cultural, algumas de dimensão internacional, como colóquios, conferências, etc.

Uma última dimensão de crescimento é a integração crescente da UCAN em diversos organismos internacionais e os acordos de cooperação assinados com associações congéneres.

A UCAN é membro:

  • Desde Abril de 2000, da ASSUNICAN (Associação das Universidades Católicas Africanas;
  • Desde Abril de 2001, da AULP (Associação das Universidades de Língua Portuguesa);
  • Desde Julho de 2003, da FIUC (Federação Internacional das Universidades Católicas).

As relações privilegiadas da UCAN com a Universidade Católica Portuguesa são de longa data. Daí surgiu um “Protocolo de Cooperação entre a Universidade Católica de Angola e aUniversidade Católica Portuguesa”, de 1998.

Muitos acordos e convénios foram já celebrados com outras Universidades, dos quais se destacam o primeiro de cada ano:

Acordos e convénios

  • 2000 – Convénio de cooperação com a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul;
  • 2001 – Convénio com a Universidad Nacional del Rosario (Argentina);
  • 2002 – Convénio com a Universidade Cândido Mendes (Rio de Janeiro);
  • 2003 – Acordo com a Universidad Santo Tomás de Chile.

A UCAN mantém, igualmente, acordos de cooperação com instituições da sociedade civil, das quais se citam:

  • “Organizações Cosal”;
  • Banco de Fomento – Grupo BPI”;
  • “A SONANGOL”;
  • “Instituto Camões” conjuntamente com a CEAST

Tudo isso foi fruto de muito trabalho e empenho por parte das pessoas ligadas à UCAN, e é motivo de orgulho e grande alegria para todos os que, de algum modo, estão ligados à Universidade. Razão de especial alegria neste quinto aniversário é a formação dos primeiros licenciados emEconomia e Gestão.

“Queremos formar quadros que habilitem Angola a trilhar os caminhos do futuro com harmonia social e altos objectivos cívicos: insuflar na juventude estudantil angolana qualidades que são apanágio dos homens dedicados aos altos estudos: - homens de saber que reconhecem as suas responsabilidades e se merecem algum privilégio - que é o de procurarem servir mais e melhor o País.”

Cardeal Alexandre do Nascimento

4.4. No primeiro quinquénio, os primeiros licenciados

À imagem de anos anteriores, no dia 28 de Agosto, dia de Santo Agostinho, celebrou-se o dia da Universidade Católica. Este acto foi comemorado na Igreja Sagrada Família, realizando-se uma eucaristia presidida por Sua Eminência, o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento. Participaram, na celebração, o Arcebispo de Luanda, e Reitor da UCAN, Dom Damião Franklin, o Bispo Auxiliar de Luanda e Vice-Reitor da UCAN, Dom Filomeno Vieira Dias, entre outras entidades eclesiásticas.

Teve destaque nesta eucaristia, a bênção das faixas a serem entregues, logo a seguir à respectiva bênção, cada um dos primeiros licenciados por Sua Eminência o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, que, desde o início, acarinhou o projecto UCAN, não podendo, por isso, deixar de mostrar através deste gesto o carinho sentido pelos primeiros filhos a sair do lar UCAN.

Seguidamente, o Director da Faculdade de Economia e Gestão, Doutor Justino Pinto de Andrade impôs, a cada um dos licenciados da sua Faculdade, a faixa. A este acto, que tanto sensibilizou a assistência, estiveram presentes professores, alunos, funcionários e familiares dos jovens licenciados.

Ainda inserida na celebração do dia da Universidade, decorreu a cerimónia comemorativa do quinto aniversário da UCAN, na qual foi feita a outorga de diplomas aos primeiros licenciados nesta Universidade.

Nesta cerimónia, realizada no Cine Atlântico, estiveram presentes, as mais altas individualidades eclesiásticas, nomeadamente Sua Eminência o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, o Núncio Apostólico Dom Ângelo Becciu, entre outros eclesiásticos.

Estiveram igualmente presentes, para além da comunidade académica da UCAN, muitos convidados, entre os quais reitores, directores e professores de outras universidades, que, juntamente com o corpo docente, discente e administrativo da UCAN, totalizaram mais de 1500 pessoas presentes.

A cerimónia teve início com o Hino Nacional, tocado pela Banda das Forças Armadas. Seguiuse o discurso de sua Excelência, o Magnífico Dom Damião Franklin. Nele, fez-se o balanço dos cinco anos de actividade da UCAN, frisando-se a importância do saber científico, associado ao saber humanístico, e realçando o sentido da honra, indispensável no exercício de qualquer profissão.

Durante a cerimónia, foram homenageadas algumas entidades pelo seu grande contributo à concretização desta Universidade, nomeadamente Sua Eminência o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, o Núncio Apostólico Dom Ângelo Becciu, Dom Damião Franklin, Arcebispo de Luanda, Chanceler e Reitor da UCAN, o Ministro da Educação, Dr. António Burity da Silva Neto, o DR. França Van-Dúnem, a Engª Albina Assis e, a título póstumo, Michael Kennedy. Para receber a homenagem deste benfeitor, foi chamado o Presidente da Fundação Kennedy, Dr. Filippo Nardin que, na oportunidade, frisou o contributo de Michael Kenedy para com esta Universidade, agradecendo não só a medalha, mas também, o minuto de silêncio em memória deste benfeitor.

Durante o acto solene, que tanto sensibilizou alunos e familiares, pois viram nele a recompensa do esforço dos últimos anos, um representante dos recém licenciados tomou a palavra para em seu nome e de todos os seus colegas, fazer um juramento no qual destacou os princípios da honradez e da honestidade no exercício da profissão. Terminou agradecendo o saber adquirido erealçando o amor e a solidariedade que também lhes foi ensinado ao longo da sua aprendizagem.

Seguidamente, os recém licenciados foram chamados um a um para o momento mais emocionante: a outorga dos diplomas, feita pelos membros que presidiram a cerimónia. E assim, cada um dos licenciados recebeu o diploma de licenciatura, uns em Economia, outros em Gestão Financeira e outros ainda em Gestão da Produção e Marketing

Os diplomas têm, para cada um deles um valor muito especial: simbolizam a recompensa do esforço dispendido ao longo dos quatro anos de estudo e o atingir da meta sonhada. Por isso, a felicidade e o orgulho foram marcas relevantes desta cerimónia pois, cada um deles comprovou a veracidade da máxima “querer é poder”

Toda a cerimónia esteve imbuída de um forte espírito académico, dando-se os primeiros passos para uma tradição que irá acompanhar a vida dos universitários da UCAN e que os fará orgulharemse, de terem sido membros desta grande família que é a UCAN.

A cerimónia iniciou e encerrou em grande, pois, se no começo todos se comoveram ouvindo o Hino Nacional de Angola, tocado pela Banda das FAA, no encerramento, todos se deleitaram com o “Aleluia” de Wendel cantado, magnificamente, pelo coro da UCAN.

No dia 11 de Setembro, os novos licenciados da Faculdade de Economia e Gestão realizaram, o primeiro baile de gala de finalistas da UCAN, num dos mais belos espaços da cidade de Luanda: o Parque Heróis de Chaves, gentilmente patrocinado pelo Governo Provincial de Luanda, a quem a UCAN e os finalistas manifestam o seu agradecimento.

Quer os finalistas, quer os convidados participantes neste evento preocuparam-se com a formalidade do traje, dando a essa noite de alegria e animação um toque de requinte e de elegância.

As Faculdades

Faculdade de Direito

Dr. Adérito Correia, Director

Faculdade de Engenharia

Engº Aires Veloso, Director

Faculdade de Ciências Humanas

Dr. António F. da Costa, Director

Faculdade de Economia e Gestão

Dr. Justino Pinto de Andrade, Director

Curso Propedêutico

O primeiro Propedêutico coincidiu com a abertura da UCAN, em 1999, e foi realizado de forma intensiva, com a duração de seis meses. Funcionouapenas para as Faculdades de Economia e de Direito. Os Propedêuticos seguintes passaram a ter uma duração de um ano lectivo.

Objectivo do Propedêutico

Grosso modo, a finalidade do Propedêutico é aproximar o nível escolar dos alunos de procedência e preparação diversas, com vista à frequência dos cursos superiores ministrados naUniversidade Católica de Angola.

Objectivos do Propedêutico

  • elevar o nível dos alunos, em termos de cultura geral;
  • dar-lhes uma metodologia de estudo;
  • incentivar-lhes o espírito de consulta e de investigação;
  • melhorar a sua capacidade de compreensão e de comunicação em Língua Portuguesa.
Centros da UCAN

Centro de Estudos e Investigação Científica

1. O que é o Centro de Estudos e Investigação Científica

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) é parte integrante da Universidade

Católica e foi criado em 2002 por despacho do Magnífico Reitor.

Funções do CEIC

De acordo com os seus estatutos, o CEIC é um centro de investigação e prestação de serviços, sem fins lucrativos, visando, sobretudo:

  • fomentar a investigação científica fundamental e aplicada;
  • incentivar a investigação económica, social, cultural, procurando articulá-la com umavisão pluridisciplinar;
  • apoiar o desenvolvimento das capacidades de investigação dos seus membros e do corpo docente da Universidade Católica de Angola;
  • elaborar estudos e prestar consultoria a instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras.

Os membros efectivos do CEIC são todos os docentes da Universidade Católica de Angola que o pretendam, bem como docentes e investigadores de instituições académicas e/ou pesquisa,nacionais ou estrangeiros, com trabalho relevante sobre a realidade angolana e africana.

Centro de Documentação Europeia (CDE)

Apresentação

O Centro de Documentação Europeia foi criado no ano 2001,de acordo com a convenção entre a Universidade Católica e a Comissão Europeia. O referido Centro, com três anos de vida rege-se pelos direitos e obrigações no que respeita à instituição e funcionamento dos Centros de Documentação Europeia. Pontualmente o Centro de Documentação

Europeia recebe documentos de carácter geral, cujo principal objectivo é promover e desenvolver o estudo e investigação no domínio da integração europeia e da solidariedade dos povos, de acordo com os contactos e as orientações da Comissão Europeia.

Objectivos do CDE

O Centro possui alguma autonomia administrativa e financeira, devido à colaboração de parceiros interessados na divulgação da cultura europeia entre os angolanos, nos diversos domínios do conhecimento.

Centro de Pesquisas, Sondagens e Estudos de Opinião (CENSOP)

1. O que é o CENSOP

O Centro de Pesquisas, Sondagens e Estudos de Opinião (CENSOP) é uma unidade da

UCAN que tem por objectivo o exercício da actividade de investigação científica e desenvolvimento, no domínio da gestão da informação orientada para a prestação de serviços e a colaboração com organismos, empresas e instituições públicas ou privadas.

De forma geral, o CENSOP visa contribuir para a produção e tratamento de informação estatística.

Objectivos Específicos do CENSOP

1) Realizar pesquisa, sondagens e estudos de opinião que se expressam no seguinte:

  • lançamento de projectos de investigação;
  • realização de projectos de estudo;
  • desenvolvimento de acções de inquéritos e sondagens da opinião pública;
  • apoio técnico à UCAN no desenvolvimento do seu potencial de investigação e de ensino;
  • o apoio ao quadro docente e discente da UCAN com a produção e tratamento da informação estatística;
  • a investigação científica pluridisciplinar destinada a responder às solicitações apresentadas pelos operadores e empresas nacionais ou estrangeiras, no campo da inovação da pesquisa, sondagens e estudos de opinião;
  • o apoio técnico às empresas, públicas ou privadas, assistindo-as na orientação e execução de projectos de recolha, tratamento, armazenagem da informação;
  • a publicação dos resultados da investigação a que se dedica;
  • a permuta de informações técnicas e científicas com instituições afins.

2) Promoção de iniciativas visando o desenvolvimento da actividade de investigação científica e tecnológica da gestão de informação, pesquisa, sondagens e estudos de opinião, organizando colóquios, seminários, grupos de estudo ou quaisquer outras formas de trabalho colectivo.

 

 

 

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