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Governo do Municipio de Viana
Senhor Júlio Sebastião Fernandes de Carvalho
Administrador Municipio de Viana
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Administrador |
- Filho de Manuel Sebastião e de Maria Nazaré de Carvalho, Nascido aos 23/12/1955, no Muncípio do Sambizanga, comuna do Marçal, Província de Luanda.
- Casado com Amélia Antóno Miguel barros de Carvalho, pai de seis filhos, Profissão Militar, habilitações Literárias Universitária.
- Passou vários cursos militares no País e no exterior na URSS e Cuba.
- Cumpriu missões de Estado no interior e exterior do país, na Europa e na África.
- Foi condecorado com medalha de defesa da Pátria e com vários diplomas de louvor e mérito desempenhou as funções na Frente Militar Sul.
- Atingiu graus militares de 1° Tenente á Brigadeiro reservista.
- Em 1990 foi para Administrador do Município das Ingombotas e mais tarde do Cacuaco na Província de Luanda.
- Participou em vários cursos de Administração e congressos e confêrencias.
- Exerce actualmente as funções de Administrador Municipal de Viana.
Viana: NÓtula HistÓrica |
O Nome do Município de Viana, nasceu de um simples lugar êrmo, onde foram assentes carris do caminho de ferro, ali, na confluência do rumo para Calumbo, Bom Jesus, e Catete, sentido de drenagem dos produtos que demandavam do Cuanza em direcção ao porto de embarque de Luanda. Dista de Luanda 18 Km.
Durante largos anos, apenas conhecido por “Kilómetro 21”, apeadeiro do caminho de ferro Luanda-Catete que,mais tarde, viria a adoptar o nome de um velho agulheiro chamado Viana que naquele mesmo lugar, acabou seus dias em modesta casa de madeira que, como estação, lhe serviu também de residência, entre cajueiros e matebeiros, sob o silêncio inclemente da terra escaldante.
Assim o lugar passou a chamar-se Viana, implicitamente, sem formalidades de qualquer ordem, mas apenas por desígnio dos caminhantes que, cruzando a região, de comboio ou de carro, acabaram por implantar legando à posteridade.
Muitíssimo mais tarde, o Diploma Legislativo n.º 2.049 de 1948, classificou este lugar de povoação comercial, integrando-a no Posto Administrativo de Alcântara, do Concelho de Luanda.
Por Portaria n.º 9.585 de 19 de Dezembro de 1956, assinada pelo então Governador Geral HORÁCIO JOSÉ DE SÁ VIANA REBELO, o antigo apeadeiro de Viana, - já então com uma população flutuante oriunda de Calumbo, do Bom Jesus e de Catete e de Botomona, das margens do Cuanza e do Bengo, do Cacuaco e de Luanda – teve necessidade de se definir e passou então a sede do novo Posto Administrativo de Viana, integrado na área do antigo concelho de Luanda em dois departamentos – um, o do concelho de Luanda que passara a abranger a área essencialmente urbana da Cidade de Luanda, e o outro, o da Circunscrição Administrativa de S. Paulo, compreendendo as áreas dos Postos da Sede, Barra do Cuanza, Belas, Boavista, Cacuaco e Viana.
Mais tarde, por Diploma Legislativo n.º 3.042, de 11 de Maio de 1960, foi criada a Circunscrição Administrativa de Viana, adjacente ao foral de Luanda, que só começou, efectivamente, a funcionar em 28 de Outubro.
Com a criação do Posto Administrativo de Belas, por Portaria n.º 12.388 de 15 de Setembro de 1962, a circunscrição passou a ter uma área de cerca de 1.820 Km2, com os Postos Administrativos de Sede, Barra do Cuanza, Belas e Cacuaco.
Por Portaria n.º 13.735, de 27 de Março de 1965, a antiga Circunscrição de Viana ascendeu a Concelho e nele foi instituida uma Comissão Municipal com a composição estabelecida pelo artigo 511º da então Reforma Administrativa Ultramarina.
Por Portaria n.º 14.061, de 13 de Dezembro de 1965, que altera a decisão administrativa da Província o Posto Administrativo de Cacuaco foi desanexado do Concelho de Viana, passando a constituir um novo Conselho, com sede na Povoação do Cacuaco.
Finalmente, por Portaria n.º 14.062 de 13 de Dezembro de 1965, a Comissão Municipal de Viana e outras congéneres, foi elevada à categoria de Câmara Municipal, cuja área, nos termos do artigo 1º do Diploma Legislativo n.º 3590, de 11 de Dezembro de 1965, passou a coincidir com a área do concelho.
Aspecto EconÓmico e Financeiros |
A posição geográfica de Viana em relação à capital da Província e das extensas planuras dos seus terrenos, está a transformar-se numa autentica e possante Zona Industrial.
Várias industrias, já tem aqui as suas instalações fabris e muitos outros e preparam para lhes seguir o exemplo. Só isso, se mais não houvera,serviria para afirmarmos, sem receio de errar, que num futuro próximo, Viana será uma populosa urbe, perene de possibilidades e um grande factor na economia de Angola.
PopulaÇÃO |
A população é jovem, cerca de 47% tem menos de 15 anos;
Somente 1,5% da população tem 65 anos ou mais;
Há mais mulheres do que homens;
A proporção de crianças vulneráveis é de 31,2% dos quais 12,5% são órfãs ou separadas (Pai e Mãe);
A principal razão da migração das populações é a guerra que representa 53,8% e apenas 15,4% manifestava a pretensão de regressar às áreas de origem.
Sistema Familiar |
É interessante notar-se que entre o homem e mulher de tribos ou grupo étnicos diferentes, contraem casamentos, percebem-se nos variados dialectos e de qualquer jeito utilizam as expressões de língua portuguesa.Uma família, possui geralmente acima de 4 filhos, o homem pode possuir mais de uma mulher,e tem outros filhos fora do casamento.
MigraÇÃO |
Já no século XVII Luanda se definiu como centro comercial de valor.
Partiam e chegavam ao seu movimentado porto embarcações de todos os tipos, do Reino e do Brasil, das mais parcelas do mundo português e até do estrangeiro.
Entroncava no sistema das célebres viagens triangulares – Lisboa, Baía, Luanda, e vice-versa. Sede dos «armadores» ou «aviantes», que distribuíam, as mercadorias pelos «aviados» estabelecidos no burgo ou itinerantes, isto é, que se dedicavam ao comércio pelo interior. Segundo a via terrestre ou fluvial, Cuanza acima, rumo ao Dondo, na margem direita daquele rio, os «aviados» exerceram função de relevância extraordinária, indo muito além da zona do económico, difundindo usos e costumes, a língua, pelo sertão. O Dondo era ponto de encontro dos mercadores nativos dos vastos planaltos de Malange, Bié e Benguela.
As relações entre os grupos étnicos eram bastantes estreitos e a aculturação progredia a passos largos, denunciada na dança e na música que vieram até nós, nascidos do casamento salão-terreiro.
O processo migratório na área de Viana remonta antes de 1836 ano da abolição do tráfico de escravos, com maior incidência em Calumbo, que foi um centro muito desenvolvido, com porto fluvial e caminho de ferro.
AlimentaÇÃO |
O prato básico da população é o Funge e o Pirão.
A fuba de bombó e a farinha de milho, é o resultado da trituração da mandioca e do milho, que se agrega o peixe seco, o óleo de palma, o feijão e hortícolas, são os principais produtos que servem de base para a concepção da sua alimentação, que se juntam à carne e o peixe cacusso e bagre.
Nas áreas urbanas, agrega-se ainda o pão, o café, o chá, o leite, o arroz, as massas, as batatas, etc. A principal bebida é a kissangua, o maruvo, o caporroto, o macau, o quimbombo, de acordo aos aglomerados étnicos e o vinho que não é dispensado tal como a cerveja.
TradiÇÃO |
Festas da Quianda, no rio Kwanza entre Calumbo a Barra do Kwanza, como divindade para aumentar a fartura do pescado.
No passado, o sobado de Calumbo fazia as suas orações religiosas, em qualquer lugar, e no decorrer do tempo, pensou-se na feitura de uma Estátua que anualmente era vestida
para simbolizar, que lhe atribuiram o nome de “Mbangala”, cujo objectivo das rezas é pedir as chuvas, que serviapara limpeza das lagoas, para terem comida com abundância, pesca, saúde, etc., etc.
Para que a população tome conhecimento dos trabalhos, anualmente nas datas 1, 2, 3 do mês de Novembro, faz-se um peditório para aquisição de produtos alimentares e bebidas espirituosas, para o tratamento das lagoas, que denominam a “Festa da Kianda”.
Viana: NÓtula HistÓrica |
Monumentos Históricos
Existe uma Igreja Católica, no Calumbo, cujo padroeiro S. José, que nos dias de hoje é denominado monumento de interesse público, que foi construído pelos Holandeses e posteriormente reabilitada pelo então governador da província Exmo. Senhor Conselheiro Adrião Acácio Silva Pinto e foi em 1830, por donativo do Tenente de Voluntários de Loanda e Chefe deste Distrito de nome José Inácio Pereira de Morais e alguns moradores, sendo o Governador Geral de Angola – Coronel Horácio de Sá Viana Rebelo.
Existiu um Português mais conhecido por, Zé Inácio, que tinha um Trampolim de onde guardava os Escravos e depois eram transportados para América.
Existiu nos arredores da Comuna Sede, uma oficina de barcos, sendo o dono Senhor Santos Tavares e o motorista do mesmo Gaspar Domingos, chamava-se Tejo, que fazia o trajecto de Calumbo ao Dondo, com finalidade de transportar vários produtos, dentre eles Barris de Vinho, panelas de barro, Moringues, Sangas e outras que se destinavam para comercialização.
Caseta Cambemba
A Caseta Cambemba foi uma estação de caminho de ferro, cujo maquinista chamava-se Adão Cassule, que se faziam mudanças de tanques, que levavam água de Calumbo para Luanda e vice-versa, a manutenção do comboio era feita no local nos anos de 1958.
O comboio saía do Bungo para Calumbo, que transportava mercadorias diversas, nomeadamente, óleo de palma, dendém, luandos, batata doce, peixe comum e bagre, etc. Depois do comboio ter paralisado surgiu o autocarro que foi pertença do português Fernandes & Filhos, que transportava mercadorias e passageiros.
Kimbondo |
Segundo a história, é o lugar onde os portugueses controlavam todos os contratados, que prestavam serviço na fazenda “Portugal” o nome do proprietário José de Melo, que compreendia as áreas de Carinda de baixo e de cima respectivamente.
Neste mesmo local, existe um MUIGI (vala) que chamavam o MUIGI do Melo, uma das valas históricas, em virtude de não permitir aterros para a passagem de carros, segundo o conto, que existe sereias no mesmo local, caso se faça o aterro é de pouco tempo, o rio inunda, para possibilitar o transporte de água na Lagoa denominada CAUIGIA, lagoa esta bastante falada no povo de Calumbo.
Um outro monumento histórico é o morro de José Inácio, onde existiu uma cadeia que ainda hoje, encontramos a letra “A”, cuja investigação está sendo feita para melhores informações.
A cadeia era utilizada para prenderem os nativos para serem desterrados.
Marcas Históricas que nos retrata os massacres perpetrados pelos portugueses em 1961, que ficam situados na sede da Comuna e Kakila, respectivamente, cuja história, tomamos o conhecimento após a nossa independência em 1975, que esses locais eram utilizados como valas comuns, muitos cidadãos nossos foram mortos e atirados nas valas. O último homem que tivera aberto a vala na comuna sede, esse foi enterrado vivo, pelos portugueses, Chamando-lhe terrorista.
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