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SSA : Angola: pre-report 2008

World Investment News is currently in Angola for the production of an international business report. Should you be interested in contacting our team, please send an email in: contact-us, along with your coordinates and area of interest.


...read our Pre-report 2008 English Version!

The Flag of Angola

Da Independência à Reconstrução

Com aproximadamente treze milhões de pessoas, num território quase duas vezes do tamanho do Texas, Angola foi abençoada por abundância de recursos naturais: petróleo na plataforma marinha, pesqueiros no litoral, reservas minerais e terras férteis.

A paz tornou-se uma realidade em Angola desde 2002, quando se encerrou a guerra civil que durou vinte e sete anos, e que se iniciou com a independência desta antiga colónia portuguesa em 1975. Com uma república estável há cinco anos, a nação empreendeu uma jornada complicada e extensa para possibilitar que hoje, sob a óptica dos principais analistas económicos e geopolíticos do mundo, este país emergente seja o mais cotado para assumir a liderança, a longo prazo, da parte sul e central da África, incluindo o Golfo da Guiné.

Para que sejam atingidos os objectivos de transformar o país em um “pólo de estabilidade” na África, Angola deve: reconstruir a sua infra-estrutura física, para que se concretize uma unificação de desenvolvimento de todas as partes do país; apostar na industrialização, inclusive da agricultura para geração de emprego, aumentando a renda e diminuindo a pobreza; priorizar os sectores não-petrolíferos, para que a economia seja menos volátil a mudanças no cenário internacional; desenvolver seus recursos humanos, por meio da educação e formação; e cultivar as relações internacionais, que permitem uma integração dos esforços para a estabilidade e reconstrução. A boa notícia é que todas estas questões estão sendo abordadas de forma concreta e objectiva pelo governo, o que possibilita a análise do desenvolvimento do país sob uma óptica construtiva e positiva.

É importante ressaltar que a verdadeira concretização deste processo e a base para um futuro democrático e promissor em Angola, serão as eleições legislativas em 2008 e presidenciais em 2009, já confirmadas pelo actual Presidente da República José Eduardo dos Santos.

ECONOMIA

Angola tem sido foco de atenção da comunidade internacional especialmente pelos altos índices de crescimento anual do PIB. Em 2005, o crescimento foi de 19%, seguido de 2006 onde o resultado foi de 16%, e no ano de 2007 o Fundo Monetário Internacional prevê que o país atingirá 31,4% de crescimento anual do seu PIB, colocando Angola na posição de economia de mais rápido crescimento do mundo.

A maior parte destes resultados ainda são impulsionados pelos sectores mineiro (diamantes) e petrolífero, adicionalmente as previsões apontam que as empresas do sector não-petrolífero crescerão 11,4% em 2007. A diversificação da economia é uma realidade, que além de necessária, faz-se perceber em todas as regiões do país e acaba por contribuir para estes altos índices de crescimento.

Em 2003, o Banco Central de Angola realizou um programa para a estabilização do valor cambial da moeda do país, o Kwanza, onde utilizou as suas reservas cambiais para comprar a moeda nacional fora de circulação. Este programa, juntamente com o fortalecimento das exportações de petróleo, teve um efeito catalisador na redução da inflação, desta forma foi possível verificar uma queda de 325% no ano 2000 para apenas 13% em 2006, sendo que a previsão é de que este índice chegue aos 2% em 2009.

PRINCIPAIS SECTORES

Petróleo

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Sub-sahariana e, ficando apenas atrás da Nigéria, actualmente extrai 1,5 milhões de barris por dia da sua rica e extensa reserva offshore. A produção representa 52% do PIB do país. A continuidade de prospecção das reservas de petróleo offshore, está possibilitando encontrar novas reservas com maior facilidade do que os campos de exploração de petróleo antigos, que estão se extinguindo. Em consequência destas descobertas frequentes, Angola está na terceira posição no ranking mundial de novas descobertas de petróleo, atrás do Irão e Arábia Saudita. Em Janeiro de 2007, Angola aderiu formalmente à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o que destacou o seu papel cada vez mais importante no sistema de energia mundial.

MINAS

Diamantes: Angola foi o quinto maior produtor de diamantes do mundo no ano de 2006 e os principais geólogos do mundo estimam que as reservas aluviais de Angola possam totalizar os 130 milhões de carats. O país tem pelo menos seis filões de kimberlitos virgens e estes filões, dentre os dez maiores do mundo, detêm uma estimativa de 180 milhões de carats no valor de vários bilhões de dólares.


VIDEO: Januario Marra, Ministry of Tourism of Angola
View video VIEW VIDEO (MOV, 8,8MB)

Com substanciais depósitos de ouro, ferro, fosfatos, manganês, cobre, chumbo, quartzo, gesso, mármore, granito negro, berilo, zinco e numerosos minerais estratégicos, Angola foi descrita como um dos maiores tesouros mundiais dentre os países em desenvolvimento.

PESCAS

Há um potencial muito grande de crescimento deste sector, visto a necessidade de realização de redes de distribuição de peixe fresco, congelado, seco e salgado; redes de frio; entrepostos frigoríficos e peixarias. Os investimentos no sector aumentariam a capacidade de produção que permitiria atender inclusive ao mercado externo.

INFRA-ESTRUTURA

O país foi gravemente destruído pela guerra e esta percepção é clara quando analisamos, por exemplo, as estradas do país. O governo está fomentando projectos de elaboração de estudos para a realização definitiva dos eixos principais e ainda garantir a transitabilidade e operacionalidade das principais vias de comunicação e acesso às principais províncias do país.

O sector da construção civil é um dos que mais cresce na economia angolana e é possível conhecer esta realidade no dia-a-dia do país onde por todo lado se encontram construções públicas e privadas sendo erguidas por empresas de diversas nacionalidades, inclusive consórcios empresariais internacionais.

INVESTIMENTOS PRIVADOS INTERNACIONAIS

O governo conduziu um trabalho responsável, com o objetivo claro de realizar a abertura do mercado angolano para o recebimento de investimentos privados internacionais.

Através da “Lei de Base do Investimento Privado No. 11/03 de 01 de Abril de 2003” é possível afirmar que há uma estrutura legal que através de diversos programas de incentivos fomenta a atracção de capital estrangeiro no país. O governo priorizou alguns sectores para receberem estes incentivos: agricultura, pesca, indústria de transformação, construção civil, saúde, educação, infra-estrutura (rodoviária, ferroviária, portuária e aeroportuária), telecomunicações, energia, água e equipamentos pesados de carga e passageiros.

O sistema de incentivos aos investimentos privados internacionais foi dividido em Zonas (A, B e C), de acordo com as necessidades de cada localidade, e quão afectadas foram pela guerra. Na primeira fase, é possível isenção de impostos e tarifas alfandegárias, taxas industriais e taxas de ganho de capital. Sendo possível, na segunda fase receber incentivos extra através de bónus, como a isenção do pagamento de impostos industriais por um período maior que 10 anos e gastos com investimentos serem considerados custos para a empresa.

RELAÇÕES USA - ANGOLA

O sucesso ou o fracasso de Angola, na passagem de quase trinta anos de guerra para a paz e a democracia, tem consequências para a estabilidade do
abastecimento de petróleo dos Estados Unidos e para a estabilidade da África Austral e Central.

No período de 2002 a 2006, as exportações de Angola para os Estados Unidos aumentaram 375% e a importações aumentaram 415%. Com 40% das exportações totais dirigidas para os Estados Unidos, este se torna o principal parceiro comercial de Angola actualmente.

Com uma economia mundial cada vez mais integrada, os investidores têm uma variedade de locais onde investir e Angola é vista geralmente como um local a ser evitado. Contudo, investidores asiáticos, europeus e latino-americanos têm hesitado muito menos do que os americanos, no que diz respeito a investir em Angola e já se apresentam como casos de sucesso.

 

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